Sindi Leiteiro

Origem

Um animal altamente adaptado às regiões secas do Brasil e que foi importado justamente para suprir a demanda de leite, queijo e manteiga no Norte e Nordeste. Considerada uma das raças mais antigas do mundo, o Sindi veio do Paquistão, de uma região desértica localizada na província Sindi. Informações colhidas no site dos Criadores de Sindi do Rio Grande do Norte mostram que o animal é oriundo especificamente de uma região chamada Kohistan.

Esta localidade é plana e baixa ao sul, em contrapartida apresenta um relevo acidentado, com montanhas entre 900 e 1,3 mil metros de altitude na parte norte e oeste. O solo é pedregoso e arenoso, com pouca vegetação disponível. Além disso, em Kohistan o clima é semi-árido, com as chuvas concentradas entre julho e outubro, com mudanças bruscas de temperaturas, típicas dos desertos, oscilando entre 46º e 48ºC na máxima e caindo para até 1,6ºC.

Com tudo isso, o crescimento das forrageiras, obtidas em pequenas quantidades, ocorre entre agosto e outubro, mas há outras gramíneas duras, ásperas e lenhosas, que não são tão nutritivas. Com todos esses percalços, o Sindi se tornou o animal ideal para ser criado nas regiões tropicais do Brasil, já que obrigatoriamente adquiriu rusticidade.

Origem no Brasil

Como foi dito no tópico acima, o Sindi veio de uma região quase desértica, onde a alimentação era escassa, adquirindo rusticidade e facilidade de adaptação, ou seja, um animal perfeito para as criações no Nordeste e também Norte do Brasil. Aqui, as primeiras importações ocorreram em 1850. E dentro desse período, onde a distância e outras circunstâncias dificultaram a entrada desses animais nos territórios brasileiros, se destacam dois criadores, Ravisio Lemos que comprou esta raça em 1930 e Felisberto de Camargo que em 1952 trouxe de avião 32 animais (29 fêmeas e 3 machos).

O curioso é que nessa negociação Camargo teve dificuldades enormes como intervenção do governo americano e início da ditadura, com isso os animais foram impedidos de chegar no seu destino final, ficando retidos em Fernando de Noronha por 2 ou 3 anos até ocorrer a liberação para o Pará. Aliás, o objetivo da chegada do Sindi no Pará foi abastecer esse mercado com produtos lácteos.

Características

A principal característica do Sindi é a pequena estatura, porém com grande profundidade, possui pelagem avermelhada, com pequenas pintas brancas na barbela, testa e no ventre. É um animal rústico (característica desenvolvida graças à dureza do clima da região originária), com grande prolificidade.

A adequação do rebanho às situações adversas caracteriza o sistema de produção de gado Sindi como uma boa alternativa para regiões de escassos recursos alimentares, onde haveria dificuldade para criação de animais de grande porte. Além de se adaptar bem em pastagens de baixa qualidade, a raça apresenta certo grau de resistência à febre aftosa, tolera temperaturas elevadas através da regulação metabólica, produz carne de boa qualidade e com acabamento precoce.

A vaca Sindi é enquadrada como uma raça zebu leiteira, podendo ser criada para essa finalidade utilizando animais puros (selecionados) ou obtidos através de cruzamentos. Na produção leiteira, há possibilidade de cruzamentos entre vacas Sindi e animais de raças europeias destinadas à produção de leite comercial, afinal, vale ressaltar que o girolando que é produto do cruzamento de vaca holandesa com Gir, alia muito bem o poder de produção leiteira da raça europeia com a rusticidade da zebuína.    

Apesar de haver aptidão dos animais para a produção de carne, a utilização original predominante da espécie é a leiteira, com grande avanço processo de melhoramento genético. Nesse aspecto, as produções médias das vacas Sindi variam muito, de acordo com a seleção a que foram submetidas e conforme a região.

Fontes e Adaptação Tropical Adm.: http://ruralcentro.uol.com.br/noticias/historia-da-raca-sindi-56785

 

 

 

 

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