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Futuros de soja têm tendência de baixa com eliminação de suínos na China

O plantel está em declínio crescente em virtude da epidemia de peste suína africana que atinge o país

O declínio crescente no plantel de suínos da China indica um viés baixista para os futuros da soja em grãos e derivados nas bolsas internacionais, por causa da influência direta na demanda pela oleaginosa norte-americana. A China é o maior comprador mundial de soja, que é esmagada e processada em farelo e óleo. No país, a alimentação animal é feita principalmente à base de derivados da oleaginosa, que torna a ração rica em proteínas. A China tem aproximadamente 400 milhões de suínos.

Entretanto, o plantel está em declínio crescente em virtude da epidemia de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) que atinge o país. Desde que a doença foi identificada em agosto de 2018, 900 mil animais já foram eliminados, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. A medida é uma forma de controle do vírus.

Além do recuo na demanda chinesa provocada pelo menor uso dos derivados para ração animal, as compras externas de soja norte-americana já acumulavam queda em virtude da guerra comercial entre EUA e China. Os preços dos futuros de soja, negociados na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), atingiram o nível mais baixo em quase uma década no ano passado, caindo abaixo de US$ 10,00 o bushel.

Desde meados de outubro, os preços dos contratos futuros de farelo de soja negociados na Bolsa chinesa de Mercadorias de Dalian - o contrato agrícola mais amplamente negociado no mundo - caíram 27%, fechando em níveis vistos pela última vez em abril de 2016. Isso indica que o mercado acredita que a disseminação do vírus é pior do que os dados oficiais mostram, disse consultor de gerenciamento de risco da Divisão de Commodities da consultoria INTL FCStone na Ásia, Darin Friedrichs.

Em dezembro do ano passado, as importações chinesas de soja alcançaram o menor nível desde 2011, com 5,7 milhões de toneladas, uma queda de 40% em relação ao ano anterior, segundo a Administração Geral das Alfândegas da China. A maior parte desse volume comprado foi originada no Brasil. A oleaginosa norte-americana representou apenas 69 mil toneladas do total, ante 6,2 milhões de toneladas em igual mês do ano anterior. Em dezembro de 2018, a receita gerada com vendas do complexo de soja dos EUA para a China totalizou US$ 68,6 milhões, abaixo dos US$ 2,6 bilhões gerados em dezembro de 2017.

A experiência internacional mostra que são necessários pelo menos cinco ou seis anos para erradicar a peste suína africana, de modo que se espera que o processo seja "um trabalho de longo prazo", disse o chefe do Departamento de Marketing e Informação do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Tang Ke.

O governo chinês prevê uma queda de 11% nas importações de soja, no ano que será encerrado em setembro de 2019. Contudo, se a epidemia avançar, a demanda chinesa pode recuar ainda mais com eliminação de maior número de suínos e voltar a exercer pressão sobre os futuros da oleaginosa. Autoridades chinesas tentam tranquilizar os consumidores de que não há risco de contrair a febre suína. Mas, muitos já optam por outras formas de proteína em substituição à carne suína.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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Híbridos Morgan são destaque em ensaios da Fundação MS em Maracaju

Marca também leva ao Showtec a tecnologia PowerCore™ Ultra para controle de pragas e manejo de plantas daninhas; MG600 e MG744 foram os mais produtivos da safrinha 2018 em suas categorias

A Morgan Sementes e Biotecnologia, marca da LongPing High-Tech, participa de 16 a 18 de janeiro, do Showtec, evento de difusão de tecnologias agrícolas promovido pela Fundação MS, no município de Maracaju. A marca leva aos agricultores da região híbridos de milho cuja performance foi atestada pela própria Fundação MS nos resultados de sua Rede de Validação de Híbridos.

O MG600, uma das novidades da marca, foi o mais produtivo entre os híbridos simples de ciclo precoce em ensaios realizados em Maracaju, com 151,1 sacas por hectare (21 sacas acima da média dos demais produtos), e com 79,8 sacas em Dourados, neste caso produzindo mais de 26 sacas acima da média dos demais materiais.

Entre os híbridos triplos e simples modificados, o destaque foi o MG744, que produziu 154,7 sacas por hectare em Maracaju apresentando 16,9 sacas acima da média da categoria dentro do experimento. O material foi testado ainda em Naviraí, onde foi o segundo mais produtivo, e em Rio Brilhante, onde também produziu acima da média dos demais materiais que participaram do ensaio.

E não é apenas em áreas de teste que os produtos Morgan se destacaram. Na lavoura de 150 hectares de Paulo Ézio Cuel, em Rio Brilhante, o MG600 produziu uma média de 136 sacas por hectare. Já na área de Volmir Meazza, que cultivou 4 hectares no mesmo município, a produtividade média foi de 142,3 sacas.

“O aumento de produtividade nas lavouras é multifatorial. Na Morgan, contribuímos com os agricultores oferecendo genética superior, que se traduz em um portfólio de híbridos versáteis e resistentes, e entregamos também o que há de melhor em tecnologia incorporada aos produtos como PowerCore™ Ultra e o Tratamento de Sementes Industrial”, explica a engenheira agrônoma Diogênes Panchoni, líder de Marketing da Morgan.

Além dos novos MG600 e MG744, outro destaque do estande da marca é o MG580, altamente produtivo e adaptado ao Cerrado Brasileiro. No estande, os agricultores poderão conhecer também os principais lançamentos da Morgan e o portfólio completo da marca para a região.

Biotecnologia - PowerCore™ Ultra apresenta ação quádrupla das proteínas inseticidas que reduz a chance de resistência simultânea e auxilia no manejo das principais pragas que atacam a cultura do milho, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus), broca-do-colmo (Diatraea saccharalis), lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) e lagarta-preta-das-folhas (Spodoptera cosmioides). Outras duas proteínas conferem tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, o que proporciona controle de um amplo espectro de plantas daninhas e permite que a lavoura expresse seu máximo potencial produtivo. A tecnologia tem a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).


Fonte: OPA Assessoria em Comunicação

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Inscrições para produtor rural no CAEPF e no eSocial estão abertas

CNA disponibiliza no site informações sobre os dois temas

A inscrição para o produtor rural no Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) é obrigatória desde terça (15).

O CAEPF é o cadastro da Secretaria da Receita Federal do Brasil com informações das atividades econômicas exercidas pelo produtor e a inscrição deve ser realizada no Portal e-Cac, no site do órgão.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibiliza em seu site um tutorial para a inscrição no CAEPF.

Além disso, a Receita, responde, em endereço eletrônico, as 21 perguntas mais frequentes sobre o CAEPF.

Outro instrumento obrigatório criado pelo Estado é o eSocial, que unifica a prestação das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Todos os empregadores são obrigados a utilizar o eSocial. As pessoas jurídicas ingressaram no eSocial em 2018, com exceção dos optantes pelo Simples e das empresas sem fins lucrativos.

O prazo para os empregadores rurais pessoas físicas se cadastrarem no eSocial, por meio do número de inscrição no CAEPF, começou no dia 10 de janeiro.

Nesta primeira etapa do eSocial, o empregador rural pessoa física deve preencher os eventos relacionados a cadastro e tabelas, conforme disposto na Resolução do Comitê Diretivo do eSocial número 5, de outubro de 2018.

Para saber mais sobre o assunto basta acessar a cartilha sobre o eSocial no meio rural que está disponível no site CNA Brasil, ou assistir ao vídeo no endereço da entidade.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

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Colheita de soja no Paraná alcança 5% da área, diz Deral

A colheita de soja da safra 2018/19 no Paraná, o segundo maior produtor brasileiro da oleaginosa, alcançava 5 por cento da área até a véspera, informou nesta terça-feira o Departamento de Economia Rural (Deral), alertando para uma piora nas condições das lavouras

Segundo o órgão ligado à Secretaria de Agricultura, 12 por cento das plantações de soja no Estado apresentavam condição “ruim”. O dado é divulgado na esteira de uma estiagem em áreas produtoras nas últimas semanas.

Fonte: Reuters

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Milho pode até ser do México, mas foi domesticado na Amazônia, diz estudo

Cereal só foi adaptado totalmente ao plantio depois de se espalhar pelas Américas

Antigos agricultores da Amazônia desempenharam um papel-chave para transformar o milho na planta altamente produtiva que alimenta boa parte da humanidade hoje.

Dados genéticos e arqueológicos indicam que, apesar de ter surgido no México, o cereal só foi adaptado totalmente ao plantio por seres humanos depois de se espalhar pelas Américas, e um dos “laboratórios” estratégicos para esse processo foi o sudoeste amazônico, englobando áreas como Rondônia, Acre e trechos vizinhos da Bolívia.

As descobertas, que acabam de ser publicadas na revista especializada Science, uma das mais importantes do mundo, foram feitas por uma equipe internacional que inclui cientistas brasileiros da Embrapa, da USP e da UFMG, bem como colegas dos EUA e do Reino Unido, entre outros países.

“A gente está percebendo que o processo de domesticação das plantas silvestres é um pouco diferente do que se imaginava”, explicou à Folha um dos coordenadores do estudo, o engenheiro agrônomo Fabio de Oliveira Freitas, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

“Antes, achava-se que a planta era domesticada relativamente rápido, fixando as características úteis para o uso humano em poucas gerações e perdendo boa parte da sua diversidade genética. No caso do milho, ficou claro que esse processo foi muito mais lento, e boa parte da diversidade genética silvestre continuou presente durante milhares de anos. Na verdade, a planta se espalhou pelo continente quando ainda estava apenas semidomesticada.”

Todos os dados disponíveis hoje indicam que o milho começou a ser cultivado por volta de 9.000 anos, na região do rio Balsas (centro-sul do México). Seu ancestral silvestre é o teosinto (Zea mays parviglumis), uma gramínea com poucas e modestas sementes, cobertas com uma palha dura e muito chata de retirar. Lembra mais um tipo de cana-de-açúcar do que de milho, diz Freitas – há até quem ache que, de início, a planta era mais usada pelo teor de açúcar em seu colmo (ou caule).

Apesar dessa matéria-prima aparentemente pouco promissora, o milho, depois da fase inicial de domesticação, foi “descendo” o México e a América Central, chegando ao Panamá há 7.700 anos, ao sudoeste da Amazônia há 6.500 anos e aos Andes e à costa sul-americana do Pacífico mais ou menos na mesma época.

Até aí, nada de muito surpreendente. Acreditava-se que a planta teria deixado as terras mexicanas como um “pacote” mais ou menos pronto para o plantio. Mas não é isso o que os estudos do genoma (conjunto do DNA) de plantas antigas e modernas revelam.

Primeiro, os cientistas perceberam que o milho mexicano de 5.000 anos atrás – ou seja, depois do avanço inicial da planta pelo continente americano – nem sempre carregava todas as mutações genéticas selecionadas pelos primeiros agricultores. São variantes de genes que impedem que as sementes caiam na terra quando o milho amadurece, por exemplo, ou as que não permitem a formação da palha dura em volta dos grãos. Ou seja, basicamente o que diferencia o milho do teosinto.

Além disso, a análise do DNA das variedades tradicionais do milho sul-americano, bem como a de amostras arqueológicas da planta, indica que a seleção dessas características genéticas entre os antigos habitantes do Brasil e regiões vizinhas se deu de forma diversa do que aconteceu na América do Norte. Portanto, em paralelo, cada região transformou o milho primitivo, que ainda era quase um teosinto, numa planta mais produtiva.

O sudoeste da Amazônia foi um palco importante para esse processo, provavelmente, não apenas pela aparição da planta bem cedo por lá como também pelo fato de que, na mesma época, os habitantes da região já estavam experimentando a produção de um conjunto diversificado de plantas protodomesticadas. Incluem-se na lista a mandioca, o feijão, a goiaba e vários tipos de frutos de palmeiras, como a pupunha.

“Não estamos negando a importância dos Andes, apenas ressaltando esse outro centro, que não havia recebido a devida atenção anteriormente. Essa distinção entre o milho das terras altas [Andes] e das terras baixas [Amazônia e outras áreas sem montanhas] já havia sido notada, na verdade, desde os primeiros trabalhos do Fábio Freitas”, explica o arqueólogo Jonas Gregorio de Souza, brasileiro que trabalha na Universidade de Exeter (Reino Unido) e também assina a pesquisa.

Souza aponta que a conexão entre o milho mexicano e o sudoeste amazônico faz sentido quando se considera que, na região do rio Balsas, predomina um ambiente de floresta tropical sazonal (com estações seca e chuvosa bem marcadas).

Não é algo tão diferente do que se vê nas bordas sul e oeste da Amazônia, e a semelhança entre os ambientes poderia ser ainda maior 6.500 anos atrás, quando a região talvez fosse mais seca e tivesse vegetação mais aberta do que hoje.

Os dados levantados pela equipe também sugerem que o cultivo do milho influenciou os antigos povos do Brasil numa segunda fase de expansão, mais próxima do presente, por volta de mil anos atrás. Uma peça do quebra-cabeças vem do fato de que o DNA de diversas variedades tradicionais de milho na região leste do Brasil, bem como o genoma de amostras arqueológicas de Minas Gerais com cerca de 700 anos, têm afinidades com o milho dos Andes.

Outra pista vem dos idiomas indígenas. Conforme demonstrou o linguista Eduardo Rivail Ribeiro, outro coautor da pesquisa, várias etnias do grupo linguístico denominado macro-jê “emprestaram” a sua palavra para designar o milho – como “maki” na língua carajá, “maltchi” no idioma dos fulniôs e “maki”, de novo, na língua puri – de outro grupo linguístico totalmente diferente, mais ou menos como a palavra inglesa “football” , que virou “futebol” em português e “fútbol” em espanhol.

Acontece que esse grupo linguístico, o dos aruaques, foi o que cedeu também a palavra pela primeira vez a uma língua europeia, o espanhol, dando origem ao termo “maíz” (também presente no nome científico da planta). Os aruaques, não por acaso originários do sudoeste amazônico, estavam entre os principais navegantes, agricultores e construtores de grandes aldeias da Amazônia pré-histórica, e é bem possível que sua habilidade no cultivo do milho tenha influenciado a cultura de uma vasta área do Brasil pré-cabralino.

“Esses grupos de língua macro-jê estavam separados por vastas distâncias e, com exceção dos carajás, não tinham contato direto com povos aruaques. Assim, a palavra deve ter se dispersado de grupo em grupo, indiretamente, a partir de algum centro aruaque, como o Alto Xingu”, explica Souza. “Os dados das várias disciplinas estão todos contando a mesma história.”

Além da importância histórica do estudo, a análise de variedades tradicionais indígenas também é crucial para preservar a diversidade genética da planta, lembra Freitas. Variantes de genes presentes apenas nelas, capazes de conferir resistência a doenças ou mais nutrientes, podem ser introduzidas nas variedades comerciais no futuro, por exemplo, melhorando as plantas consumidas por um público mais amplo.

Fonte: Folha de S.Paulo

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A expansão da cana de açucar no nordeste paulista

De acordo com o estudo feito pela Embrapa Territorial, a expansão mais significativa é a da cana-de-açúcar, que cobre 44% das terras no nordeste paulista

De acordo com o estudo feito pela Embrapa Territorial, a expansão mais significativa é a da cana-de-açúcar, que cobre 44% das terras no nordeste paulista. Na região, o setor foi responsável por metade de todo o valor de produção agropecuária, que atingiu R$ 9,5 bilhões em 2016. A participação é maior do que a média estadual, que é de 35%.

Apenas cinco dos 125 municípios estudados não possuem canaviais: Águas de Lindoia, Lindoia, Águas da Prata, Santo Antônio do Jardim e Divinolândia. Nos outros 120, o volume de terras cultivado com cana aumentou. A exceção é Ribeirão Preto, onde a atividade cedeu espaço para a expansão urbana.

Em números absolutos, as áreas de vegetação nativa são as que mais cresceram, depois da cana. Elas já ocupavam 870 mil hectares e, agora, chegam perto de um milhão de hectares. O pesquisador Carlos Cesar Ronquim da Embrapa aponta que esse aumento não se deu por plantio, mas por regeneração espontânea e, timidamente, pela melhor conservação das áreas de preservação permanente.

Para os próximos anos, a expectativa é de mais crescimento, tendo em vista o novo Código Florestal e a proibição da colheita manual da cana, o que, na prática, inviabiliza a produção em áreas com declividade acima de 12%. O monitoramento por satélite revela 150 mil hectares de canaviais nessa condição, o equivalente a 7,1% da área das bacias analisadas.

As florestas plantadas também aumentaram: 17 mil novos hectares para o eucalipto e perto de 12 mil para as seringueiras. Essas últimas tiveram o crescimento relativo mais expressivo, já que, em 1988, ocupavam menos de 200 hectares. Mesmo com esse salto, a heveicultura segue pouco expressiva na região. O eucalipto chegou a 157 mil hectares, mas também tem pouca participação do valor de produção agropecuária, ficando à frente apenas da pecuária leiteira.

Fonte: Climatempo

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